sábado, 25 de maio de 2013
       
Da Papua Nova Guiné

A IRMÃ M. ROSE BERNARD É CONDECORADA PELO GOVERNO DA PNG

Justamente antes do Natal do ano passado, a Irmã Mary Rose Bernard (Groth), uma missionária de longo tempo, foi notificada que tinha sido nomeada para a medalha do governo da Papua Nova Guiné.  A recepção dessa medalha faria dela um Membro do Logohu (uma Ordem honorária para honrar pessoas que fizeram contribuições louváveis para a Papua Nova Guiné e seu povo). Logohu é uma palavra Motuan para a ave-do-paraíso, o pássaro nacional.

A Irmã ficou relutante em aceitar o prêmio, mas as Irmãs da sua comunidade fizeram com que aceitasse, como honra à Igreja e à Congregação.  Assim, enviou a sua aceitação.  Ela foi convidada a ir para Port Moresby no dia 19 de março, para receber a medalha do Governador Geral do país.

No domingo anterior ao evento, a Associação Católica de Mulheres de Banz descobriu sobre a premiação e fez planos para celebrar a ocasião.  Elas conseguiram manter os seus planos em segredo. Na quarta-feira, a Irmã partiu para Port Moresby para receber a medalha na quinta-feira.  No mesmo dia, enquanto a Irmã recebia sua medalha, as mulheres estavam trazendo e fizeram doações para as Irmãs: 2 porcos, galinhas, bananas cozidas, taro, kaukau, verdes, frutas, e suas contribuições monetárias. Nós, Irmãs, sentamos fora o dia todo, recebendo os presentes em nome da Irmã.

Na sexta-feira de manhã, algumas das mulheres vestiram-se tradicionalmente e  acompanharam as Irmãs ao Aeroporto Kagamuga para acolher a Irmã.  Elas tinham permissão dos oficiais de ir até a pista do aeroporto e formar a guarda de honra.  Quando a Irmã desceu do avião, estava surpresa de ver duas Irmãs caminhando em sua direção.  Essas foram seguidas por uma voluntária do Centro de Cuidados Shalom, usando vestes tradicionais. A Irmã olhou para o avião perplexa, pensando que um “grande homem” deveria estar saindo. Mas a voluntária Maria foi até a Irmã e colocou um colar de flores em seu pescoço e deu-lhe um buquê de orquídeas de seu jardim.  Então vieram as outras mulheres cantando e dançando em acolhida.  E então a Irmã deu-se conta de que era para ela. Estava completamente surpresa!  Na viagem até Banz, numa caravana de  4 carros, ficou pensando como seria bonito ir para casa e partilhar com as outras Irmãs sobre o que tinha experimentado.  Mas haviam mais surpresas escondidas, antes de poder fazer isso.

Quando chegou na junção da estrada que vai para a propriedade paroquial, havia uma grande multidão esperando por ela: mais mulheres cantando e dançando, alguns dos  “homens grandes” de Banz, e as crianças da escola Santo Anselmo, enfileirados na rua e jogando flores.  Ela foi conduzida à tribuna de honra, defronte à Igreja e então os discursos começaram.  Nos discursos, a Irmã recebeu muitas manifestações de gratidão por seus vários apostolados ao povo da área de Jiwaka, pelos 46 anos que passou na Papua Nova Guiné:  como professora na escola primária, como fundadora e diretora das escolas Kimil e Ambang (simultaneamente), provendo cuidado de saúde ao povo de Banz, antes que uma Irmã enfermeira estava à disposição para esse trabalho, como primeira diretora da Escola Profissional Maria Kwin, como trabalho pastoral na paróquia de Banz, como funcionária encarregada da vigilânvia de réus beneficiados e pastoral carcerária na Prisão Baisu, perto de Mt. Hagen, como pioneira no trabalho com as pessoas com HIV/AIDS.  O último a discursar foi o Arcebispo Douglas Young, que deu um tributo emocionante à Irmã.

Depois que os discursos foram concluídos, a Irmã foi condzida por mulheres dançantes ao Centro Maria Kwin, onde uma refeição estava preparada. De acordo com o costume, ela foi carregada até a sala por várias mulheres. Então a fila de pessoas seguiu a Irmã. As mulheres trouxeram tanta comida que todos os que vieram puderam partilhar da mesma. 
Foi um dia extraordinário e alegre para a Irmã, o qual não esquecerá. Foi o que partilhou com as pessoas. Todas as Irmãs estavam felizes e orgulhosas por ela e pela forma com a qual realizou sua missão, por 46 anos, para tantas pessoas esquecidas dessa parte da PNG.
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